sexta-feira, janeiro 20, 2017

2017

Descobrindo o que não deveríamos descobrir sobre alguém que amamos.

17.01.2017

sexta-feira, janeiro 13, 2017

O fundo do poço


FATURA 

A injeção de dinheiro público, outra vez, no Grupo Abril já era esperada, assim como aumentou em quase 1.000% os investimentos em outros meios de comunicação, notadamente, o Grupo Globo.
Sem eles, o golpe parlamentar que apeou Dilma Rousseff do poder não teria se viabilizado. Sem Abril e Globo, a demonização do PT e, ato contínuo, a criação de um culto antipetista, com a ascensão messiânica do juiz Sérgio Moro, jamais teria acontecido.

Ainda assim, não deixa de ser surpreendente a indigência moral e o servilismo dessa gente.
Comparar a vida de Mick Jagger à de milhões de brasileiros - trabalhadores e trabalhadoras rurais, domésticas, pedreiros, serventes, vigilantes e toda a gente do povo - que irão morrer durante o expediente não é só ridículo.
É cruel.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Sobre Facebook e seus usos


As notícias sobre política nos deprimem. Os comentários perversos de gente de bem para questões complexas abordadas com soluções tiradas do senso comum ou pautada por uma mídia (sim, terceirizamos nossa visão de mundo, nossa opinião), nos estarrece.

O imenso manancial de ignorância, preconceito ou ódio mesmo, parece indicar um Brasil sem saída, sem solução, onde nossas ações se revelam inúteis, e nos deixa de certo modo prostrados no não, na descrença, no desamparo pleno.

Há os que recorram a Deus e à bíblia, mas é um Deus das folhinhas, imaterial, ideal, e por que belo, fácil de amar se ignoramos o "amai ao próximo como a si mesmo" ou "atire a primeira pedra quem nunca errou". Amar o Deus utilitário, provedor, branco, pai, agenciado por padres e pastores é investimento, pouco tem de fé, pouco ajuda no enfrentamento das grandes questões do homem: a dor, a solidão, o amor, a morte, o vazio de propósito, a frustração ante a injustiça, o desespero. Transcendência não é produto comercial.

Multiplicam-se nessas redes, discussões em que nenhum argumento, por mais arguto, é capaz de gerar consciência ou mudança. As contradições passam por "opinião", tudo sem esteio de qualquer filtro crítico, racionalidade, bom senso. Deformam-se os dados estatísticos, os fatos, a História, para reafirmar uma perspectiva obtusa de cor, credo, classe. Tudo é o coração, as paixões, o que emociona.

A sensação de vertigem, de galopante desmantelo sociopolitico entre trivialidades cotidianas: reclamações sobre a chuva, o calor, ou postagens cobrando atenção a postagens, correntes; e no meio de tudo anúncios onde o Facebook perscruta e expõe em catálogo nossas aspirações materiais.

Eu que sou pré-facebook-tudo-isso fico pensando como era antes disto, como lidávamos com o enorme vazio existencial e necessidade de premente comunicação e de exposição do que sentimos: passeios, comida, dor de amor alardeada, flertes/xavecagem, propagação de bandeiras, selfie narcísicos, congratulações e condolências.

A resposta a que atinjo é de que o Facebook e outras redes sociais são uma excelente distração existencial, servem a esse momento quando estamos inundados num trabalho que não amamos, frustrados em nossos afetos, ou tomados desse tempo de ócio em que parece que nada acontece, e o silêncio irrompe em nós fazendo a vida parecer fazer bem pouco sentido.

Assim: ver, assistir, e acrescentar linhas "críticas" ao espetáculo da vida que parede descer no parassempre da timeline, dá em nós a ilusão de que estamos atuando, agindo, e por isso estamos, de algum modo, mais vivos, ou melhor, vivendo; (ou) de que a vida passa sem estarmos, de fato, fora dela; (ou) de que somos, ao final, engrenagens dispensaveis dentro de uma engrenagem maior que nos ignora ou nos consome.

Tais redes sociais existem pois, não existindo mais prática cotidiana comunitária que nos ocupe do vazio existencial, a recriamos na forma "virtual" a fim de gritarmos cotidianamente nossa existência e relevância. O paradoxo é usarmos também as redes para denuncia-las como janelas deste vazio, vácuos de uma rede, que nos enreda.

terça-feira, janeiro 10, 2017

Completa desconhecida




Numa comemoração de aniversário organizada em sua casa Shannon reconhece uma mulher de seu passado, mas essa se apresenta com outro nome, outra profissão, outra identidade. Ao longo da reunião, a bióloga especialista no canto de sapos raros, vai revelar já ter sido assistente de mágicos na China e enfermeira no Canadá, logo sendo considerada uma "mentirosa compulsiva". Posteriormente, se revelará uma mulher obcecada por viver múltiplas vidas, viajando e se reinventando graças a sua capacidade de mentir e se adaptar. A premissa é ótima, mas é tudo pouco explorado e vira um drama intimista bobinho cheio de flashbacks.

Last Days in the desert, de Rodrigo Garcia.


Boas ideias filmadas sem contundência numa paisagem insólita. Mais um Jesus para galeria dos cristos desclamourizados e um pouco recalcitantes. O encontro com a família, o conflito entre pai e filho, a aceitação do destino, o cumprimento da palavra do pai e a partida, tudo espelhando os sentimentos de um Jesus que tem por único interlocutor o Diabo, apresentado à sua imagem e semelhança. Narrativa especular, mas insossa. Como diria Guimarães Sagrado: não transcende.

sábado, janeiro 07, 2017

Merlí, série catalã da Netflix




[Descobri através do Gabriel esta série catalã disponível pelo Netflix. Trata-se das peripécia de um cínico professor de Filosofia que despejado muda de cidade e vai lecionar para uma turma do primeiro ano. Na sala está seu filho, jovem bailarino gay que teme se assumir, o bonitão pobre e de caráter explosivo; uma garotinha periguete que não faz outra coisa se não desenhar e se envolver com garotos, um rapazinho ingênuo, filho de advogado e submisso e subjugado pelo pai; um garoto freak que adquiriu síndrome de pânico e não sai de casa; a garota gordinha boa praça, o ator bem humorado fofoqueiro e escrachado; o garoto ingênuo apaixonada pela garota nova, mais madura e inteligente, mas que teve videos privados expostos na internet pelo ex namorado. Uma série absolutamente deliciosa, mostrando os métodos pouco ortodoxos. Cada episódio traz um filósofo de tema e o capítulo é pautado em sua filosofia. Merlí é malandro, sedutor e subversivo, sempre em conflito com o diretor da escola, outros professores. Ele está sempre seduzindo colegas de trabalho e mães de alunos enquanto apresenta aos jovens as tensões e incertezas do mundo adulto. Uma série absolutamente deliciosa.



Títol original: Merlí
Any de producció 2015
Temporades: 1http://grupots.net/images/cachivache/NR12.png
Capítols: 13
Guió: Héctor Lozano, Mercè Sàrrias, Laia Aguilar
Director: Héctor Lozano (Creador), Eduard Cortés, Menna Fité
Fotografia: Joan Benet
Gènere: Drama / Comèdia, Ensenyament, Adolescència
Productora: TVC (Televisió de Catalunya), Nova Veranda
Cadena original: TV3
Sinopsi: El professor de filosofia Merlí Bergeron (Francesc Orella) escull un grup d'alumnes de batxillerat per convertir-los en els peripatètics del segle XXI. Com si fos un nou Aristòtil, Merlí els ensenyarà a qüestionar les coses i a reflexionar. Però, pel seu caràcter irònic i irritant, desperta antipaties a l'institut, perquè no tots els professors estan disposats a aguantar les seves manies. Ni tampoc el seu fill, l'alumne més difícil que ha tingut mai i amb el qual intentarà millorar la seva relació.

sexta-feira, janeiro 06, 2017

A garota no trem



Suspense interessante, que perpassa a trajetória de três mulheres, tudo envolvendo questão de maternidade e homens abusivos. Um final de compactuação entre as mulheres. Um bom suspense sentimental.

Rupture, com Noomi Rapace



Filme paranoia, terror psicológico, suspense, ficção científica. Rupture, com Naomi Rapace abarca todas essas questões, num horror final parecido ao Bebê de Rosemary.

Vladmir Maiakovski


quinta-feira, janeiro 05, 2017

Garicatura



A perfeição numa charge. O novo prefeito de São Paulo, em sua midiática autopromoção logo no primeiro dia de "gestão", fantasiou-se de gari e foi varrer rua. A pena de pavão mostrando a vaidade e o objetivo de se autopromover, as pernas tortas fazendo referências à Janio Quadros (com sua campanha da Vassoura) e o sorriso demagógico o convertem num caricatura de político, ou numa "garicatura".

Pastel em casa


segunda-feira, janeiro 02, 2017

Britt Marling (com e sem a parceria com Zal Batmanglij)

 

Sound of My Voice (2011)

 

A outra terra (2011)


 The east ou O sistema (2013)



I Origins ou O universo no olhar (2014)

sábado, dezembro 31, 2016

2017

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sexta-feira, dezembro 30, 2016

Votos para uma amiga facebookiana.


















Não fique cansada desta ferramenta, seus posts fazem com que eu - e provavelmente muitas outras pessoas que perseveram num combate aparentemente inócuo contra os Perversos, - saibamos que não estamos sozinhos. E por reconhecermos nossos pares nesta luta difícil entre ignorâncias atrozes, insensatez e rancores gerais é fundamental sabermos que há outros também pulsando em busca de uma vida menos ordinária, mais justa e cheia de belezas. Eu saúdo a alegria. Enterremos este 2016 com todas traições, mortes e delitos para que 2017 seja um arrasador ano de resistência, exaltação da vida e construção. bjs.